Faz tempo que eu não consigo escrever mais nada relacionado a contos ou histórias, até mesmo poemas. Acho que estou travando. Travando no sentindo de não conseguir mais escrever. Talvez porque eu esteja ficando cada vez mais impaciente, cada vez mais ansioso, e cada vez mais chato. Talvez porque eu não receba comentários sobre o que eu escrevo, talvez porque eu não saiba por que eu escrevo. Talvez por olhar o que eu escrevo e sentir pena de mim mesmo por sair essa coisa tão bisonha. Talvez dessa vez esse texto medíocre saia do meu computador e não seja desgostosamente apagado. Não tenho certeza. Hoje em dia olho mais esse blog para escutar as músicas do que qualquer outra coisa. Infelizmente algumas músicas estão dando problemas, e dá preguiça demais para mudar no site maneiro lá. O que torna esse blog ainda menos atrativo, se é que possível.
Não é que eu não esteja mais pensando. Longe disso, minha construção de pensamento está longe de terminar, mas está indo muito bem, obrigado. Ainda tenho minhas viagens, ainda tenho minhas crises, ainda tenho meus amores, ainda tenho minhas emoções. O que me falta agora é a antiga facilidade, ou o que eu achava que era facilidade, de passar para o papel o que sinto, quero. Enfim, vou abrir outra janela no Word, vê se sai algo. Porque a necessidade de escrever continua, mas sobre o QUE ou COMO escrever agora me é obscuro.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Licença Poética
Licença Poética
Estou farto do amor comedido
Do amor bem comportado
Do amor capiano de colégio público com livro de Física II advertência e manifestações [de apreço ao Sr. Diretor de calças justas.
Estou farto do amor que pára e vai averiguar no Google
o cunho vernáculo de um vocábulo.
Ó mar salgado, quanto do teu sal
Não são lágrimas de crocodilo?
De manhã durmo
De dia diurno
De tarde penso
De noite soturno
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá,
Você não consegue ser corajosa
Nem aqui, mui menos lá
Quando eu nasci um anjo torto
Desses, que se anunciam na internet
Me disse: Vai, Thomaz, vai ser trouxa na vida
Mundo, mundo, vasto mundo,
se eu me chamasse Bernardo
Seria teu namorado, não um bundão
Mundo, mundo, vasto mundo,
mais vasta é minha solidão
No meio do caminho tinha uma medrosa
tinha uma medrosa no meio do caminho
tinha uma medrosa
no meu carinho tinha uma medrosa.
Vou-me embora pra Disney
Lá sou amigo do Mickey
Lá tenho a Laís que eu quero
Na cama que escolherei
Sal, cal, e alho
Mande o medo pro caralho. Amém.
O fogo de Sodoma e de Gomorra
dê coragem a cabeçorra. Amém
Tudo em fogo arda,
Que a nossa hora agora não tarda
- Não quero mais saber de paródia que não é libertação.
Estou farto do amor comedido
Do amor bem comportado
Do amor capiano de colégio público com livro de Física II advertência e manifestações [de apreço ao Sr. Diretor de calças justas.
Estou farto do amor que pára e vai averiguar no Google
o cunho vernáculo de um vocábulo.
Ó mar salgado, quanto do teu sal
Não são lágrimas de crocodilo?
De manhã durmo
De dia diurno
De tarde penso
De noite soturno
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá,
Você não consegue ser corajosa
Nem aqui, mui menos lá
Quando eu nasci um anjo torto
Desses, que se anunciam na internet
Me disse: Vai, Thomaz, vai ser trouxa na vida
Mundo, mundo, vasto mundo,
se eu me chamasse Bernardo
Seria teu namorado, não um bundão
Mundo, mundo, vasto mundo,
mais vasta é minha solidão
No meio do caminho tinha uma medrosa
tinha uma medrosa no meio do caminho
tinha uma medrosa
no meu carinho tinha uma medrosa.
Vou-me embora pra Disney
Lá sou amigo do Mickey
Lá tenho a Laís que eu quero
Na cama que escolherei
Sal, cal, e alho
Mande o medo pro caralho. Amém.
O fogo de Sodoma e de Gomorra
dê coragem a cabeçorra. Amém
Tudo em fogo arda,
Que a nossa hora agora não tarda
- Não quero mais saber de paródia que não é libertação.
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segunda-feira, 14 de março de 2011
Poema cacheado
Poema cacheado
Quero escrever um poema cacheado
Com imagens concisas e turvas
Não aos poemas chapados!
Sim aos cachos e suas lindas curvas
Queria um poema com redondilhas redondas
Um poema com figuras curtas e longas
Onde o início meio e fim
Não fossem tão importantes assim
Queria cachos e cachoeiras
Queria ter talento suficiente
Para com as rimas e brincadeiras
Deixar você contente
Queria o samba da mulata
O ritmo do tambor com rapidez
Queria que a minha rima fraca
Tivesse dos cachos a fluidez
Queria escrever um poema cacheado
Com imagens concisas e turvas
Não aos poemas chapados!
Sim aos cachos e suas lindas curvas
Quero escrever um poema cacheado
Com imagens concisas e turvas
Não aos poemas chapados!
Sim aos cachos e suas lindas curvas
Queria um poema com redondilhas redondas
Um poema com figuras curtas e longas
Onde o início meio e fim
Não fossem tão importantes assim
Queria cachos e cachoeiras
Queria ter talento suficiente
Para com as rimas e brincadeiras
Deixar você contente
Queria o samba da mulata
O ritmo do tambor com rapidez
Queria que a minha rima fraca
Tivesse dos cachos a fluidez
Queria escrever um poema cacheado
Com imagens concisas e turvas
Não aos poemas chapados!
Sim aos cachos e suas lindas curvas
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Morte e Morte da Nossa Relação
Sei lá quanto tempo depois....
Um poema de amor, como sempre, estou começando a me enjoar...
Está na hora de começar a escrever contos de terror (quem apoia a idéia? o/)
Esperam que curtam....
Morte e Morte da Nossa Relação
Nossa palindromática relação,
Onde o começo é igual ao fim,
Onde o sim é o não,
Onde o bom é ruim
Nossa circular relação,
Onde os grotescos erros
Que surgem em profusão
Apressam os enterros
Nosso Ouroboros dourado
Símbolo supremo do “Nós”
Ridículo, estúpido e desalmado
Sufoca e cala nossa voz
Nossa morta relação
Que viveu mais que merecia
Botei no caixão
Tudo que cabia
A minha ingenuidade
Coube direitinho, apertada
Junto a sua facilidade
De tornar a vida complicada
Suas incertezas e, seu maior defeito
O medo de um covarde eterno
Faça de tudo bom proveito
Leve direto para o Inferno
Quando você me afirmou feliz
Que tinha linearizado nossa relação
Que estava leve como uma perdiz
Condenou-a a danação
Minha pobre alma pequena
De mui grande cachola
Mataste a relação sem pena
Com um tiro da tua pistola
Um poema de amor, como sempre, estou começando a me enjoar...
Está na hora de começar a escrever contos de terror (quem apoia a idéia? o/)
Esperam que curtam....
Morte e Morte da Nossa Relação
Nossa palindromática relação,
Onde o começo é igual ao fim,
Onde o sim é o não,
Onde o bom é ruim
Nossa circular relação,
Onde os grotescos erros
Que surgem em profusão
Apressam os enterros
Nosso Ouroboros dourado
Símbolo supremo do “Nós”
Ridículo, estúpido e desalmado
Sufoca e cala nossa voz
Nossa morta relação
Que viveu mais que merecia
Botei no caixão
Tudo que cabia
A minha ingenuidade
Coube direitinho, apertada
Junto a sua facilidade
De tornar a vida complicada
Suas incertezas e, seu maior defeito
O medo de um covarde eterno
Faça de tudo bom proveito
Leve direto para o Inferno
Quando você me afirmou feliz
Que tinha linearizado nossa relação
Que estava leve como uma perdiz
Condenou-a a danação
Minha pobre alma pequena
De mui grande cachola
Mataste a relação sem pena
Com um tiro da tua pistola
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Prova de Amor
No meio, final para ser mais exato, da prova de literatura, inspiração ou desabafo, não sei.
Prova de Amor
Sentindo o cheiro de morango
Comendo o chocolate
Fazendo a prova
Olha como ela franze a testa!
Ramos, nordeste, desenho, morangos
Que diabos, morangos novamente
Drummont, ela está concentrada
“A Flor do povo”, ela me perguntou
Domingo levo uma flor para ela
Dona Fulô, não pise em mim de novo
Te ver, menina, 11:15, droga
Nariz arrebitado, igual quando era bebê
Morangos, malditos sejam, me lembram da promessa
Um beijo, devo, quero, desejo
Que namorado babaca
Ou serei eu o idiota?
Acho que está na hora de pegar
Carro queimando na rua
Não é o momento, diz a professora
Outra vez morango, Ramos,
Êta provinha arretada.
Prova de Amor
Sentindo o cheiro de morango
Comendo o chocolate
Fazendo a prova
Olha como ela franze a testa!
Ramos, nordeste, desenho, morangos
Que diabos, morangos novamente
Drummont, ela está concentrada
“A Flor do povo”, ela me perguntou
Domingo levo uma flor para ela
Dona Fulô, não pise em mim de novo
Te ver, menina, 11:15, droga
Nariz arrebitado, igual quando era bebê
Morangos, malditos sejam, me lembram da promessa
Um beijo, devo, quero, desejo
Que namorado babaca
Ou serei eu o idiota?
Acho que está na hora de pegar
Carro queimando na rua
Não é o momento, diz a professora
Outra vez morango, Ramos,
Êta provinha arretada.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Loja de Rapé
Outro trabalho de história....
Loja de Rapé
Vem Lucas, vem Pereira
Vem Damião, vem José
Tragam os baldes de madeira
Lá pra loja de Rapé
Pela rua vendendo o pó
Vão Pereira e Damião
Calça cheia de nó
Pés sujando o chão
O militar canta Zuleima,
Negra dos quadris altos,
Irritante em sua teima
Dos numerosos assaltos
“Sabe o que o sinhozinho é?”
Diz a escrava sem titubear
“É uma caixinha de rapé”
E sai ao gargalhar
Os cestos sobre a cabeça
O filho a tira-colo
Tem que vender antes que amoleça
O doce de coco e o bolo
“Preto, me dê o tabaco”
Ordena seu Miguel
Mais interessado no casaco
Do que em ir para o céu
Sai o escravagista
Lucas vende mais pó
Perde José de vista
Nunca se sentiu tão só
Sai do mercado então
Para encontrar o amigo
Ou talvez Damião
Ficar sozinho mora o perigo
Isso porque o sinhozinho
No alto da sua sabedoria
Acha que negro sozinho
É pessoa vadia
O sol se despede
O mercado esvazia
“Suor de negro fede”
Pensa a Sua Senhoria
Militar fica sozinho,
Os negros amaldiçoa,
Cheira seu pózinho
“Eta, coisinha boa!”
Loja de Rapé
Vem Lucas, vem Pereira
Vem Damião, vem José
Tragam os baldes de madeira
Lá pra loja de Rapé
Pela rua vendendo o pó
Vão Pereira e Damião
Calça cheia de nó
Pés sujando o chão
O militar canta Zuleima,
Negra dos quadris altos,
Irritante em sua teima
Dos numerosos assaltos
“Sabe o que o sinhozinho é?”
Diz a escrava sem titubear
“É uma caixinha de rapé”
E sai ao gargalhar
Os cestos sobre a cabeça
O filho a tira-colo
Tem que vender antes que amoleça
O doce de coco e o bolo
“Preto, me dê o tabaco”
Ordena seu Miguel
Mais interessado no casaco
Do que em ir para o céu
Sai o escravagista
Lucas vende mais pó
Perde José de vista
Nunca se sentiu tão só
Sai do mercado então
Para encontrar o amigo
Ou talvez Damião
Ficar sozinho mora o perigo
Isso porque o sinhozinho
No alto da sua sabedoria
Acha que negro sozinho
É pessoa vadia
O sol se despede
O mercado esvazia
“Suor de negro fede”
Pensa a Sua Senhoria
Militar fica sozinho,
Os negros amaldiçoa,
Cheira seu pózinho
“Eta, coisinha boa!”
domingo, 17 de outubro de 2010
Rancor de um Louco II (ou "I Bleed it out, digging deeper just to throw it away)
Rancor de um Louco II (ou "I Bleed it out, digging deeper just to throw it away)
Eu te odeio, Ah como
Odeio a sua indecisão
Tua covardia amorosa
Atormentou meu coração
Uma vez te falei, Jasmim,
Que iria te esperar.
Como deves ter rido de mim
Tolo, idiota a sonhar
Enganou-me magistralmente
Com tua mentira fria
Eu, pseudo-poeta demente,
Bato palmas ante tamanha maestria
Fez o que se esperava,
Enganou o tolo poeta
Prometendo o que não dava,
Uma cobra completa
Teu odioso veneno da passividade
Provocava esse impasse
Foi preciso abrir o coração na minha tenra idade
Para que o sangue jorrasse
Com o sangue foi-se o veneno
Os olhos enxergam o real
Teus temores e amor pequeno,
Cobra de picada fatal
Agora te vejo e gargalho
Ante tua face fria e vazia
Teu medo de cometer algum ato falho
E teu amor sem serventia
Ainda a mentir para si, pequena?
Tentando se convencer
Que será feliz, plena,
Que soube escolher?
Covarde, não escolheu nada
Escondida atrás dos “compromissos”
Estás sempre destinada
A amores subimissos.
Eu te odeio, Ah como
Odeio a sua indecisão
Tua covardia amorosa
Atormentou meu coração
Uma vez te falei, Jasmim,
Que iria te esperar.
Como deves ter rido de mim
Tolo, idiota a sonhar
Enganou-me magistralmente
Com tua mentira fria
Eu, pseudo-poeta demente,
Bato palmas ante tamanha maestria
Fez o que se esperava,
Enganou o tolo poeta
Prometendo o que não dava,
Uma cobra completa
Teu odioso veneno da passividade
Provocava esse impasse
Foi preciso abrir o coração na minha tenra idade
Para que o sangue jorrasse
Com o sangue foi-se o veneno
Os olhos enxergam o real
Teus temores e amor pequeno,
Cobra de picada fatal
Agora te vejo e gargalho
Ante tua face fria e vazia
Teu medo de cometer algum ato falho
E teu amor sem serventia
Ainda a mentir para si, pequena?
Tentando se convencer
Que será feliz, plena,
Que soube escolher?
Covarde, não escolheu nada
Escondida atrás dos “compromissos”
Estás sempre destinada
A amores subimissos.
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