Licença Poética
Estou farto do amor comedido
Do amor bem comportado
Do amor capiano de colégio público com livro de Física II advertência e manifestações [de apreço ao Sr. Diretor de calças justas.
Estou farto do amor que pára e vai averiguar no Google
o cunho vernáculo de um vocábulo.
Ó mar salgado, quanto do teu sal
Não são lágrimas de crocodilo?
De manhã durmo
De dia diurno
De tarde penso
De noite soturno
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá,
Você não consegue ser corajosa
Nem aqui, mui menos lá
Quando eu nasci um anjo torto
Desses, que se anunciam na internet
Me disse: Vai, Thomaz, vai ser trouxa na vida
Mundo, mundo, vasto mundo,
se eu me chamasse Bernardo
Seria teu namorado, não um bundão
Mundo, mundo, vasto mundo,
mais vasta é minha solidão
No meio do caminho tinha uma medrosa
tinha uma medrosa no meio do caminho
tinha uma medrosa
no meu carinho tinha uma medrosa.
Vou-me embora pra Disney
Lá sou amigo do Mickey
Lá tenho a Laís que eu quero
Na cama que escolherei
Sal, cal, e alho
Mande o medo pro caralho. Amém.
O fogo de Sodoma e de Gomorra
dê coragem a cabeçorra. Amém
Tudo em fogo arda,
Que a nossa hora agora não tarda
- Não quero mais saber de paródia que não é libertação.
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quarta-feira, 29 de junho de 2011
Licença Poética
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terça-feira, 30 de novembro de 2010
Prova de Amor
No meio, final para ser mais exato, da prova de literatura, inspiração ou desabafo, não sei.
Prova de Amor
Sentindo o cheiro de morango
Comendo o chocolate
Fazendo a prova
Olha como ela franze a testa!
Ramos, nordeste, desenho, morangos
Que diabos, morangos novamente
Drummont, ela está concentrada
“A Flor do povo”, ela me perguntou
Domingo levo uma flor para ela
Dona Fulô, não pise em mim de novo
Te ver, menina, 11:15, droga
Nariz arrebitado, igual quando era bebê
Morangos, malditos sejam, me lembram da promessa
Um beijo, devo, quero, desejo
Que namorado babaca
Ou serei eu o idiota?
Acho que está na hora de pegar
Carro queimando na rua
Não é o momento, diz a professora
Outra vez morango, Ramos,
Êta provinha arretada.
Prova de Amor
Sentindo o cheiro de morango
Comendo o chocolate
Fazendo a prova
Olha como ela franze a testa!
Ramos, nordeste, desenho, morangos
Que diabos, morangos novamente
Drummont, ela está concentrada
“A Flor do povo”, ela me perguntou
Domingo levo uma flor para ela
Dona Fulô, não pise em mim de novo
Te ver, menina, 11:15, droga
Nariz arrebitado, igual quando era bebê
Morangos, malditos sejam, me lembram da promessa
Um beijo, devo, quero, desejo
Que namorado babaca
Ou serei eu o idiota?
Acho que está na hora de pegar
Carro queimando na rua
Não é o momento, diz a professora
Outra vez morango, Ramos,
Êta provinha arretada.
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