Outro trabalho de história....
Loja de Rapé
Vem Lucas, vem Pereira
Vem Damião, vem José
Tragam os baldes de madeira
Lá pra loja de Rapé
Pela rua vendendo o pó
Vão Pereira e Damião
Calça cheia de nó
Pés sujando o chão
O militar canta Zuleima,
Negra dos quadris altos,
Irritante em sua teima
Dos numerosos assaltos
“Sabe o que o sinhozinho é?”
Diz a escrava sem titubear
“É uma caixinha de rapé”
E sai ao gargalhar
Os cestos sobre a cabeça
O filho a tira-colo
Tem que vender antes que amoleça
O doce de coco e o bolo
“Preto, me dê o tabaco”
Ordena seu Miguel
Mais interessado no casaco
Do que em ir para o céu
Sai o escravagista
Lucas vende mais pó
Perde José de vista
Nunca se sentiu tão só
Sai do mercado então
Para encontrar o amigo
Ou talvez Damião
Ficar sozinho mora o perigo
Isso porque o sinhozinho
No alto da sua sabedoria
Acha que negro sozinho
É pessoa vadia
O sol se despede
O mercado esvazia
“Suor de negro fede”
Pensa a Sua Senhoria
Militar fica sozinho,
Os negros amaldiçoa,
Cheira seu pózinho
“Eta, coisinha boa!”
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
domingo, 17 de outubro de 2010
Rancor de um Louco II (ou "I Bleed it out, digging deeper just to throw it away)
Rancor de um Louco II (ou "I Bleed it out, digging deeper just to throw it away)
Eu te odeio, Ah como
Odeio a sua indecisão
Tua covardia amorosa
Atormentou meu coração
Uma vez te falei, Jasmim,
Que iria te esperar.
Como deves ter rido de mim
Tolo, idiota a sonhar
Enganou-me magistralmente
Com tua mentira fria
Eu, pseudo-poeta demente,
Bato palmas ante tamanha maestria
Fez o que se esperava,
Enganou o tolo poeta
Prometendo o que não dava,
Uma cobra completa
Teu odioso veneno da passividade
Provocava esse impasse
Foi preciso abrir o coração na minha tenra idade
Para que o sangue jorrasse
Com o sangue foi-se o veneno
Os olhos enxergam o real
Teus temores e amor pequeno,
Cobra de picada fatal
Agora te vejo e gargalho
Ante tua face fria e vazia
Teu medo de cometer algum ato falho
E teu amor sem serventia
Ainda a mentir para si, pequena?
Tentando se convencer
Que será feliz, plena,
Que soube escolher?
Covarde, não escolheu nada
Escondida atrás dos “compromissos”
Estás sempre destinada
A amores subimissos.
Eu te odeio, Ah como
Odeio a sua indecisão
Tua covardia amorosa
Atormentou meu coração
Uma vez te falei, Jasmim,
Que iria te esperar.
Como deves ter rido de mim
Tolo, idiota a sonhar
Enganou-me magistralmente
Com tua mentira fria
Eu, pseudo-poeta demente,
Bato palmas ante tamanha maestria
Fez o que se esperava,
Enganou o tolo poeta
Prometendo o que não dava,
Uma cobra completa
Teu odioso veneno da passividade
Provocava esse impasse
Foi preciso abrir o coração na minha tenra idade
Para que o sangue jorrasse
Com o sangue foi-se o veneno
Os olhos enxergam o real
Teus temores e amor pequeno,
Cobra de picada fatal
Agora te vejo e gargalho
Ante tua face fria e vazia
Teu medo de cometer algum ato falho
E teu amor sem serventia
Ainda a mentir para si, pequena?
Tentando se convencer
Que será feliz, plena,
Que soube escolher?
Covarde, não escolheu nada
Escondida atrás dos “compromissos”
Estás sempre destinada
A amores subimissos.
domingo, 10 de outubro de 2010
"...Mas Livrai-nos do mal, amém"
Com a minha escassez de textos, resolvi postar esse conto antigo.
Espero que gostem.
"... Mas livrai-nos do mal, amém."
- É John, você ta fodido – sibilou uma voz maligna, ecoando pelo pequeno cárcere. O ar estava frio, e não havia nenhuma fonte de luz para iluminar o local. John levantou a cabeça, assustado. Estivera deitado num amontoado de palha, que ele chamava de cama. Não dormia direito desde a semana anterior, o que provocara profundas olheiras em sua face magra e pálida.
- Quem está ai? – perguntou, num sussurro rouco. Sua voz, muito pouco utilizada nos últimos dias, saiu arrastada e pesada. Estava ofegante, com medo. Olhou para os lados, tentando ver a origem da voz grave. – É mais um guarda? – lamuriou-se – Já disse tudo o que eu sabia! Não sei mais nada! Por favor, não façam isso comigo!
O homem esquálido começou a soluçar, tremendo o maxilar e deixando escapar um filete de baba sobre o queixo peludo.
- Não John, não sou um guarda. Sou um... conselheiro. Um... amigo dos loucos. – respondeu a voz, pronunciando as palavras num tom intensamente zombeteiro.
- Mas eu não estou louco – murmurou o homem, arregalando os olhos, pensando na tenebrosa possibilidade. Será mesmo que não estava louco? Não era esse o veredicto do rei? Sua cabeça tremeu, e seus olhos cansados se encheram d’água.
- Claro, afinal, falar com uma voz imaginária é uma prova de que a pessoa é sã – ironizou a voz. John deixou uma lágrima rolar pelo rosto sujo. Então era verdade, ele era um louco.
- Você não existe? – perguntou, trêmulo, o homem. A voz soltou uma gargalhada fria, como uma criança maligna que consegue seu intento torpe. – Se existo? Não estou falando contigo neste exato momento? – respondeu a voz, com uma entonação jocosa.
- A pergunta, John, não é se eu existo. A pergunta é: até quando você vai existir? – a voz declarou a pergunta e soltou risadinhas mal abafadas. O homem abriu a boca ressecada, sem conseguir dizer a resposta. Outra lágrima escorreu pelo rosto magro.
– O que houve? O grande pensador não tem resposta? Deixa eu te ajudar: HOJE! – berrou a voz, no ouvido do prisioneiro, que soltou um gemido e se encolheu.
- Isso mesmo John, hoje você vai morrer. Sabe, é interessante isso! Porque, se você fosse religioso, estaria feliz por morrer e ir aos céus. Mas, não! O senhor perfeição, que clama ter a sabedoria da ciência lógica, nega Deus. E, pelo mesmo motivo que é levado a morte, não encontra consolo nela. Ironia, não? – a voz continuava, impiedosa.
- Não tenho medo de morrer – o homem respondeu, olhando para o chão. A voz riu, desdenhando da resposta. Até mesmo ele, John, duvidava do que acabara de dizer. Engoliu em seco e mordeu os lábios, impotente.
- Não tem medo, John? Realmente não tem medo de morrer? Não tem medo do que pode... vir? – insinuou, maliciosamente, a voz. O prisioneiro virou a cara como se tivesse levado um tapa. Não tinha certeza de nada, sentia-se abandonado por tudo, seu intelecto, sua convicção e seu brilhantismo.
- Vou te dizer uma coisa, John, é melhor você estar certo. Afinal, se existir um inferno, é muito provável que você vá para lá – falou a voz, num tom de um amigo que confessa uma coisa íntima. Mas esse clima confissão foi logo quebrado com um risinho malévolo da voz. O prisioneiro gemeu, sofrendo em suas terríveis dúvidas.
- Realmente, morrer por besteiras... se ainda fosse morrer por verdades! – suspirou a voz. O homem sentiu o desespero aumentar, agarrando a cabeça e arregalando os olhos. A voz riu de novo.
- Não... não! Eu não vou morrer por mentiras! Tudo o que eu disse é verdade! Tudo! – gritou o homem, mais para se convencer do que para qualquer outra coisa. Suas certezas, seus princípios, tudo, tudo se desvanecendo ante a cruel verdade da voz.
- Verdade? Qual verdade que disse? Que Deus não existe? Que o.... povo, é governado por um Rei que não dá a mínima para eles? – perguntou a voz, fingindo interesse.
- Sim! São verdades, inquestionáveis! – bradou o prisioneiro, pela primeira vez conseguindo ver um ponto lúcido em sua mente. Uma ponta de esperança, na qual ele agora estava agarrado firmemente.
- Inquestionáveis? São mentiras, são falácias! Quem é você para dizer que Deus não existe? Se ele não existisse, porque você, herege, será morto? Se o rei não dá a mínima para o povo, porque ele vai os presentear com um espetáculo hoje? – vociferou a voz, destruindo de vez a esperança do homem, que desatou a soluçar, balançando a cabeça, entregue ao desespero.
- O papo até que está bom, mas... ouça! Passos no corredor! – de fato, um barulho crescente de passos chegava da porta. Esta foi bruscamente aberta, deixando entrar um resquício de luminosidade. Porém, dois soldados logo encapuzaram o prisioneiro com um pano preto fedido, amordaçando-o.
- São seus últimos passos, John. Qual é sensação? – perguntou a voz, num tom falsamente curioso. – Ah! Esqueci, você está amordaçado. Sabe porque, não é? Porque você é um herege, e pode dizer coisas ruins para o povo. E sabe o porquê de estar encapuzado? Para não fitarem seus olhos esbugalhados, quando pender na corda - O homem, que cambaleava, sendo empurrado rispidamente pelos soldados, tentou falar uma coisa. Foi calado com um forte soco na sua costela.
-Shhh! Quietinho, John! Não precisa falar, eu sei o que você iria dizer. Iria dizer que o que você está fazendo é para o povo. – a voz soltou outro risinho de desprezo. A claridade ofuscou os olhos derrotados de John, mesmo encapuzado. Deviam ter saído para o pátio externo da prisão. O coração do condenado batia forte no peito magro. De repente, ouviu um rugido. O povo estava lá, gritando obscenidades parar ele, xingando-o.
- Vê o que o povo quer de você, John? Eles estão pouco se fodendo para suas teorias mirabolantes. Não dão a mínima para suas conspirações e falácias. Eles querem ver você pendurado, se mijando, enquanto morre, balançando na corda. – a voz continuava, acima dos ruídos intermináveis da massa, ao redor. John começou a chorar, embora não pudesse ver o povo. Sua respiração era rápida, entrecortada por soluços. Seus músculos tremiam e sua boca estava seca.
- Como você é tão detestável, John, nem vão ler sua sentença, vão direto para o enforcamento. Pena você não ter nenhum amigo para segurar teus calcanhares enquanto balança na corda. Sabe, o corpo humano agüenta diversos minutos, até horas, pendendo na corda. Isso se o laço não for tão eficiente. Dará tempo para você fazer todas as dancinhas que souber.
O carrasco colocou a corda, e firmou o laço. John chorou e olhou para os céus, levando logo um soco na cabeça, para ficar parado. Fechou os olhos, começando a rezar o pai nosso. O povo se calou, na expectativa.
- ... seja a feita a vossa vontade ...-
- Adeus, John – cortou a voz. O chão desapareceu, um corpo tombou e a multidão urrou.
Espero que gostem.
"... Mas livrai-nos do mal, amém."
- É John, você ta fodido – sibilou uma voz maligna, ecoando pelo pequeno cárcere. O ar estava frio, e não havia nenhuma fonte de luz para iluminar o local. John levantou a cabeça, assustado. Estivera deitado num amontoado de palha, que ele chamava de cama. Não dormia direito desde a semana anterior, o que provocara profundas olheiras em sua face magra e pálida.
- Quem está ai? – perguntou, num sussurro rouco. Sua voz, muito pouco utilizada nos últimos dias, saiu arrastada e pesada. Estava ofegante, com medo. Olhou para os lados, tentando ver a origem da voz grave. – É mais um guarda? – lamuriou-se – Já disse tudo o que eu sabia! Não sei mais nada! Por favor, não façam isso comigo!
O homem esquálido começou a soluçar, tremendo o maxilar e deixando escapar um filete de baba sobre o queixo peludo.
- Não John, não sou um guarda. Sou um... conselheiro. Um... amigo dos loucos. – respondeu a voz, pronunciando as palavras num tom intensamente zombeteiro.
- Mas eu não estou louco – murmurou o homem, arregalando os olhos, pensando na tenebrosa possibilidade. Será mesmo que não estava louco? Não era esse o veredicto do rei? Sua cabeça tremeu, e seus olhos cansados se encheram d’água.
- Claro, afinal, falar com uma voz imaginária é uma prova de que a pessoa é sã – ironizou a voz. John deixou uma lágrima rolar pelo rosto sujo. Então era verdade, ele era um louco.
- Você não existe? – perguntou, trêmulo, o homem. A voz soltou uma gargalhada fria, como uma criança maligna que consegue seu intento torpe. – Se existo? Não estou falando contigo neste exato momento? – respondeu a voz, com uma entonação jocosa.
- A pergunta, John, não é se eu existo. A pergunta é: até quando você vai existir? – a voz declarou a pergunta e soltou risadinhas mal abafadas. O homem abriu a boca ressecada, sem conseguir dizer a resposta. Outra lágrima escorreu pelo rosto magro.
– O que houve? O grande pensador não tem resposta? Deixa eu te ajudar: HOJE! – berrou a voz, no ouvido do prisioneiro, que soltou um gemido e se encolheu.
- Isso mesmo John, hoje você vai morrer. Sabe, é interessante isso! Porque, se você fosse religioso, estaria feliz por morrer e ir aos céus. Mas, não! O senhor perfeição, que clama ter a sabedoria da ciência lógica, nega Deus. E, pelo mesmo motivo que é levado a morte, não encontra consolo nela. Ironia, não? – a voz continuava, impiedosa.
- Não tenho medo de morrer – o homem respondeu, olhando para o chão. A voz riu, desdenhando da resposta. Até mesmo ele, John, duvidava do que acabara de dizer. Engoliu em seco e mordeu os lábios, impotente.
- Não tem medo, John? Realmente não tem medo de morrer? Não tem medo do que pode... vir? – insinuou, maliciosamente, a voz. O prisioneiro virou a cara como se tivesse levado um tapa. Não tinha certeza de nada, sentia-se abandonado por tudo, seu intelecto, sua convicção e seu brilhantismo.
- Vou te dizer uma coisa, John, é melhor você estar certo. Afinal, se existir um inferno, é muito provável que você vá para lá – falou a voz, num tom de um amigo que confessa uma coisa íntima. Mas esse clima confissão foi logo quebrado com um risinho malévolo da voz. O prisioneiro gemeu, sofrendo em suas terríveis dúvidas.
- Realmente, morrer por besteiras... se ainda fosse morrer por verdades! – suspirou a voz. O homem sentiu o desespero aumentar, agarrando a cabeça e arregalando os olhos. A voz riu de novo.
- Não... não! Eu não vou morrer por mentiras! Tudo o que eu disse é verdade! Tudo! – gritou o homem, mais para se convencer do que para qualquer outra coisa. Suas certezas, seus princípios, tudo, tudo se desvanecendo ante a cruel verdade da voz.
- Verdade? Qual verdade que disse? Que Deus não existe? Que o.... povo, é governado por um Rei que não dá a mínima para eles? – perguntou a voz, fingindo interesse.
- Sim! São verdades, inquestionáveis! – bradou o prisioneiro, pela primeira vez conseguindo ver um ponto lúcido em sua mente. Uma ponta de esperança, na qual ele agora estava agarrado firmemente.
- Inquestionáveis? São mentiras, são falácias! Quem é você para dizer que Deus não existe? Se ele não existisse, porque você, herege, será morto? Se o rei não dá a mínima para o povo, porque ele vai os presentear com um espetáculo hoje? – vociferou a voz, destruindo de vez a esperança do homem, que desatou a soluçar, balançando a cabeça, entregue ao desespero.
- O papo até que está bom, mas... ouça! Passos no corredor! – de fato, um barulho crescente de passos chegava da porta. Esta foi bruscamente aberta, deixando entrar um resquício de luminosidade. Porém, dois soldados logo encapuzaram o prisioneiro com um pano preto fedido, amordaçando-o.
- São seus últimos passos, John. Qual é sensação? – perguntou a voz, num tom falsamente curioso. – Ah! Esqueci, você está amordaçado. Sabe porque, não é? Porque você é um herege, e pode dizer coisas ruins para o povo. E sabe o porquê de estar encapuzado? Para não fitarem seus olhos esbugalhados, quando pender na corda - O homem, que cambaleava, sendo empurrado rispidamente pelos soldados, tentou falar uma coisa. Foi calado com um forte soco na sua costela.
-Shhh! Quietinho, John! Não precisa falar, eu sei o que você iria dizer. Iria dizer que o que você está fazendo é para o povo. – a voz soltou outro risinho de desprezo. A claridade ofuscou os olhos derrotados de John, mesmo encapuzado. Deviam ter saído para o pátio externo da prisão. O coração do condenado batia forte no peito magro. De repente, ouviu um rugido. O povo estava lá, gritando obscenidades parar ele, xingando-o.
- Vê o que o povo quer de você, John? Eles estão pouco se fodendo para suas teorias mirabolantes. Não dão a mínima para suas conspirações e falácias. Eles querem ver você pendurado, se mijando, enquanto morre, balançando na corda. – a voz continuava, acima dos ruídos intermináveis da massa, ao redor. John começou a chorar, embora não pudesse ver o povo. Sua respiração era rápida, entrecortada por soluços. Seus músculos tremiam e sua boca estava seca.
- Como você é tão detestável, John, nem vão ler sua sentença, vão direto para o enforcamento. Pena você não ter nenhum amigo para segurar teus calcanhares enquanto balança na corda. Sabe, o corpo humano agüenta diversos minutos, até horas, pendendo na corda. Isso se o laço não for tão eficiente. Dará tempo para você fazer todas as dancinhas que souber.
O carrasco colocou a corda, e firmou o laço. John chorou e olhou para os céus, levando logo um soco na cabeça, para ficar parado. Fechou os olhos, começando a rezar o pai nosso. O povo se calou, na expectativa.
- ... seja a feita a vossa vontade ...-
- Adeus, John – cortou a voz. O chão desapareceu, um corpo tombou e a multidão urrou.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Remédio
Meu melhor remédio
É te ignorar
Tchau, até logo
Quem? Ah, você.
Adeus.
Esqueço
O melhor tratamento,
É o silêncio.
É te ignorar
Tchau, até logo
Quem? Ah, você.
Adeus.
Esqueço
O melhor tratamento,
É o silêncio.
domingo, 12 de setembro de 2010
LoLuLiLa
LoLuLiLa
Louco seria eu ao recusar algo tão belo
Algo que fiz para ti, com amor
Poema feito com esmero
Poema para Lô, minha flor
Luar mais branco não se compara
Com a tua beleza de boneca perfeita
Fina boca, pele clara
À Lu, a poesia mais bem feita
Linda, brilhando sobre meu mar,
Qual ninfa suave e majestosa,
Dance na floresta sob o luar,
Li, a mais doce e formosa
Lástima choraria a humanidade
Se de ti fosse privada,
Coração de grande capacidade
La, você é uma fada.
Lo Lu Li La, eis tua poesia
Que escrevi a ti, sem meta,
Perdoe a falta de maestria
Deste tolo poeta.
Louco seria eu ao recusar algo tão belo
Algo que fiz para ti, com amor
Poema feito com esmero
Poema para Lô, minha flor
Luar mais branco não se compara
Com a tua beleza de boneca perfeita
Fina boca, pele clara
À Lu, a poesia mais bem feita
Linda, brilhando sobre meu mar,
Qual ninfa suave e majestosa,
Dance na floresta sob o luar,
Li, a mais doce e formosa
Lástima choraria a humanidade
Se de ti fosse privada,
Coração de grande capacidade
La, você é uma fada.
Lo Lu Li La, eis tua poesia
Que escrevi a ti, sem meta,
Perdoe a falta de maestria
Deste tolo poeta.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Poema Paraty
Poema Paraty
Pediram um poema para mim
Pediram um poema,
Como se fosse fácil
Fazer poemas.
O problema do pedido,
O pedido do poema
Que pediram para mim,
É que não pediram para
O que pediu o Poema para mim
Ora, o poema não é para mim!
Eu não preciso de poemas para mim!
Eu faço poemas para os outros,
Então não peçam poemas para mim!
Peçam poemas para vocês.
Minha inabilidade em escrever
Poemas para mim mesmo
Não me permitem tal façanha.
Ora, seria eu tão genial
Ou esquizofrênico
Para escrever poemas
Para mim mesmo?
Sou tão chato e desinteressante
Que não valho um poema.
Se não tenho nada a me dizer
Nem nada a falar sobre eu mesmo
Porque eu escreveria um poema para mim?
Pediram um poema para mim
Pediram um poema,
Como se fosse fácil
Fazer poemas.
Aqui então está
O poema pedido,
Mas sobre o que eu não sei
Na próxima vez
Não me peça um poema
Peça-me um poema sobre ti
Peça-me um poema para ti
Pediram um poema para mim
Pediram um poema,
Como se fosse fácil
Fazer poemas.
O problema do pedido,
O pedido do poema
Que pediram para mim,
É que não pediram para
O que pediu o Poema para mim
Ora, o poema não é para mim!
Eu não preciso de poemas para mim!
Eu faço poemas para os outros,
Então não peçam poemas para mim!
Peçam poemas para vocês.
Minha inabilidade em escrever
Poemas para mim mesmo
Não me permitem tal façanha.
Ora, seria eu tão genial
Ou esquizofrênico
Para escrever poemas
Para mim mesmo?
Sou tão chato e desinteressante
Que não valho um poema.
Se não tenho nada a me dizer
Nem nada a falar sobre eu mesmo
Porque eu escreveria um poema para mim?
Pediram um poema para mim
Pediram um poema,
Como se fosse fácil
Fazer poemas.
Aqui então está
O poema pedido,
Mas sobre o que eu não sei
Na próxima vez
Não me peça um poema
Peça-me um poema sobre ti
Peça-me um poema para ti
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segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Biazitcha
Biazitcha
Boneca
. ra
diante
Passividade
. veras
irritante
Sorrirei
. terando
. ação
. diosa
De amor
. reu
. sem
. pre
. amar
Me odeie
. Lhe pesso
. a
. mante
. ndo
. passivo amor
Boneca
. ra
diante
Passividade
. veras
irritante
Sorrirei
. terando
. ação
. diosa
De amor
. reu
. sem
. pre
. amar
Me odeie
. Lhe pesso
. a
. mante
. ndo
. passivo amor
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